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fevereiro 18, 2005
Era uma vez um pedaço de pão

Um dia, um senhor chamado Rafael Brandão, foi até ao café para comer o seu pequeno almoço. Pediu uma sandes de queijo e fiambre e um cafézinho quentinho. O senhor Armando Rodas, empregado de mesa, serviu-o com rapidez. O senhor Rafael, que tinha uns grandes bigodes e não era para brincadeiras, logo deitou as mãos à sua apetitosa sandes, cortou-a em dois e levou um pedaço de pão à boca. O pedaço de pão, que se chamava Bolinhas, foi logo mastigado com vigor pelos dentes, enrolado pela língua e molhado pela saliva. Bolinhas já não era um pedaço de pão, transformou-se em bolo alimentar. A faringe, logo que viu aquele lindo bolo alimentar deixou-o passar pelas suas paredes.Bolinhas estava contente por toda a gente gostar dele e encaminhou-se para uma nova aventura no tubo chamado esófago . Depois de uma viagem rápida chegou a uma caverna misteriosa e mágica que tinha como nome estômago. Dormiu durante alguns minutos até ser acordado por uma chuva de sucos gástricos que fizeram a magia de o transformar em quimo . O nome era engraçado, fazia lembrar um nome Oriental, japonês ou chinês, Bolinhas ficou divertido e encaminhou-se para o grande Caminho, um túnel de 6 metros de comprido onde se iriam passar coisas muito interessantes. Esse túnel era conhecido por todos por intestino delgado. Iriam passar-se coisas extraordinárias. Logo no início conheceu dois amigos chamados bílis e suco pancreático. Fizeram muitas tropelias e como andavam sempre juntos deram-lhe um nome só para eles: quilo. Talvez porque os três eram muito pesados. As suas aventuras foram maravilhosas, e à medida que caminhavam transformavam-se em pequenas partículas de outras substâncias. A pouco e pouco foram , com a ajuda de um grande companheiro, o sangue, espalhando-se por todo o corpo, levando a todos os órgãos novas energias e alimentos. O nosso Bolinhas tinha-se multiplicado por muitos outros e vivia em toda a parte do corpo do senhor Rafael Brandão. o que restou de Bolinhas encaminhou-se para o intestino grosso, onde se iria transformar em feses.
Um dia, mais tarde, o senhor Rafael Brandão, foi até à praia olhar um lindo pôr do sol. Nos seus olhos via-se a luz do sol. Não seria o nosso amigo Bolinhas a dar um brilho especial ao olhos do senhor Rafael?
Publicado por constdias às fevereiro 18, 2005 11:17 AM